Localização:
Rua Serpa Pinto
2040-249 Rio Maior
Telefone: 243 999 890/2
Horário:
De Segunda a Sexta-feira das 9.00h às 12.30h e das 14.00h às 18.30h
Sábado das 10.00h às 13.00h
Encerra aos Domingos e feriados
Edifício:
O edifício onde está localizada a Casa da Cultura de Rio Maior, desde 2001, resultou da reconstrução de dois edifícios contíguos e unidos entre si; daí a referência ao Rei D. Miguel e ao ilustre riomaiorense João Ferreira da Maia.
O conjunto arquitectónico está situado no coração do centro histórico de Rio Maior, ocupando uma área limitada a Norte pela Travessa do Espírito Santo, a Sul pela Igreja da Misericórdia, a Nascente pela Rua Serpa Pinto e, a Poente, pela Rua Mouzinho de Albuquerque.
Casa Senhorial D´El Rei D. Miguel:
A zona de implantação da Casa situa-se bem perto de um cruzamento de duas importantes vias romanas, uma proveniente de Santarém, e outra, de Lisboa.
Na época medieval esta zona estava situada no limite Sul da malha urbana da que foi a aldeia de Rio Maior.
A partir deste sítio a povoação cresceu, de modo lento, sendo, no século XVI, a área preferida pelos abastados para construção das suas casas, atraindo, também, estabelecimento de comerciantes e ofícios.
Quanto à sua origem, pode situar-se na Idade Média tendo evoluído sucessivamente até ao século XX. Contudo, o imóvel irá ter o seu período de esplendor na segunda metade do século XVIII. Manterá intactas as suas principais características adquiridas neste período, nas fases seguintes de ocupação (séc. XVIII – XX) .
Este imóvel possui uma estrutura típica de uma Casa Senhorial do Alto Ribatejo, possuindo uma pequena Capela privada. O piso superior (andar nobre) era destinado à área residencial, enquanto que no térreo instalavam-se os animais, arrumos diversos e a cozinha.
O imóvel sempre foi conhecido por Casa de D. Miguel por se saber que o rei aqui estacionou no período conturbado da Revolução Liberal.
As suas fachadas, de relevante interesse arquitectónico, integram-se na linguagem estética do Barroco.
Um dos principais interesses histórico-culturais do edifício reside no facto de possuir, no seu interior, tectos de madeira, pintados, tendo um deles, ao centro, um escudo com as armas reais representadas. Estes tectos foram retirados para restauro.
Estudos arqueológicos realizados pela Secção de Arqueologia e História da Câmara Municipal de Rio Maior conduziram à descoberta de vestígios que vão do período romano ao século XX. Destes destacam-se restos de um forno romano e de um enterramento, possivelmente do mesmo período; vestígios de casas medievais (séc. XV); um silo e um enterramento de uma criança (por datar) e uma alfaiataria do século XIX.
A Casa Senhorial compõe-se, hoje, de um Espaço de Exposições, com uma entrada para visitantes, interligação dos diversos compartimentos e comunicação com o edifício lateral.
Casa da Cultura João Ferreira da Maia:
A Casa da Cultura João Ferreira da Maia é o edifício contíguo à Casa Senhorial. De construção gaioleira do século XIX é composto de dois pisos e sótão.
No piso 0, foram demolidas as compartimentações anteriormente existentes, com vista à criação de uma sala polivalente de apoio ao espaço de exposições.
No piso 1, situam-se os gabinetes de trabalho, uma sala de reuniões, e uma sala de espera.
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